segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Nossa Senhora Aparecida



Celebramos hoje a Solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Festa dos brasileiros para a Virgem que se manifesta negra, pobre aos pobres. A quem os pobres de todo o Brasil recorrem nas suas dores, sofrimentos, necessidades. Sabem que a mãe, mais do qualquer outra pessoa, se interessa pela vida de seus filhos. "Filho, eis tua mãe, mãe, eis o teu filho". Quem sabe o testemunho de amor da Mãe de Deus pelos seus filhos, inspire todos os que são responsáveis por dar a esse mesmo povo sofredor, condições de vida mais digna. Quem sabe um dia, os pobres de Deus não precisem mais recorrer à sua padroeira, quando a justiça e a paz fizerem parte da vida de todo cidadão brasileiro.
Santa Mãe de Deus, rogai por nós.

MST - Declaraçao



Acredito que é necessário ouvir sempre os dois lados de uma versão...




Diante dos últimos episódios que envolvem o MST e vêm repercutindo na mídia, a direção nacional do MST vem a público se pronunciar.


1. A nossa luta é pela democratização da propriedade da terra, cada vez mais concentrada em nosso país. O resultado do Censo de 2006, divulgado na semana passada, revelou que o Brasil é o país com a maior concentração da propriedade da terra do mundo. Menos de 15 mil latifundiários detêm fazendas acima de 2,5 mil hectares e possuem 98 milhões de hectares. Cerca de 1% de todos os proprietários controla 46% das terras.
 2. Há uma lei de Reforma Agrária para corrigir essa distorção histórica. No entanto, as leis a favor do povo somente funcionam com pressão popular. Fazemos pressão por meio da ocupação de latifúndios improdutivos e grandes propriedades, que não cumprem a função social, como determina a Constituição de 1988.
 A Constituição Federal estabelece que devem ser desapropriadas propriedades que estão abaixo da produtividade, não respeitam o ambiente, não respeitam os direitos trabalhistas e são usadas para contrabando ou cultivo de drogas.
 3. Também ocupamos as fazendas que têm origem na grilagem de terras públicas, como acontece, por exemplo, no Pontal do Paranapanema e em Iaras (empresa Cutrale), no Pará (Banco Opportunity) e no sul da Bahia (Veracel/Stora Enso). São áreas que pertencem  à União e estão indevidamente apropriadas por grandes empresas, enquanto se alega que há falta de terras para assentar trabalhadores rurais sem terras.
 4. Os inimigos da Reforma Agrária querem transformar os episódios que aconteceram na fazenda grilada pela Cutrale para criminalizar o MST, os movimentos sociais, impedir a Reforma Agrária e proteger os interesses do agronegócio e dos que controlam a terra.
 5. Somos contra a violência. Sabemos que a violência é a arma utilizada sempre pelos opressores para manter seus privilégios. E, principalmente, temos o maior respeito às famílias dos trabalhadores das grandes fazendas quando fazemos as ocupações. Os trabalhadores rurais são vítimas da violência. Nos últimos anos, já foram assassinados mais de 1,6 mil companheiros e companheiras, e apenas 80 assassinos e mandantes chegaram aos tribunais. São raros aqueles que tiveram alguma punição, reinando a impunidade, como no caso do Massacre de Eldorado de Carajás.
 6. As famílias acampadas recorreram à ação na Cutrale como última alternativa para chamar a atenção da sociedade para o absurdo fato de que umas das maiores empresas da agricultura - que controla 30% de todo suco de laranja no mundo - se dedique a grilar terras. Já havíamos ocupado a área diversas vezes nos últimos 10 anos, e a população não tinha conhecimento desse crime cometido pela Cutrale.
 7. Nós lamentamos muito quando acontecem desvios de conduta em ocupações, que não representam a linha do movimento. Em geral, eles têm acontecido por causa da infiltração dos inimigos da Reforma Agrária, seja dos latifundiários ou da policia.
 8. Os companheiros e companheiras do MST de São Paulo reafirmam que não houve depredação nem furto por parte das famílias que ocuparam a fazenda da Cutrale. Quando as famílias saíram da fazenda, não havia ambiente de depredações, como foi apresentado na mídia. Representantes das famílias que fizeram a ocupação foram impedidos de acompanhar a entrada dos funcionários da fazenda e da PM, após a saída da área. O que aconteceu desde a saída das famílias e a entrada da imprensa na fazenda deve ser investigado.
 9. Há uma clara articulação entre os latifundiários, setores conservadores do Poder Judiciário, serviços de inteligência, parlamentares ruralistas e setores reacionários da imprensa brasileira para atacar o MST e a Reforma Agrária. Não admitem o direito dos pobres se organizarem e lutarem.
 Em períodos eleitorais, essas articulações ganham mais força política, como parte das táticas da direita para  impedir as ações do governo a favor da Reforma Agrária e "enquadrar" as candidaturas dentro dos seus interesses de classe.
 10. O MST luta há mais de 25 anos pela implantação de uma Reforma Agrária popular e verdadeira. Obtivemos muitas vitórias: mais de 500 mil famílias de trabalhadores pobres do campo foram assentados. Estamos acostumados a enfrentar as manipulações dos latifundiários e de seus representantes na imprensa.
 À sociedade, pedimos que não nos julgue pela versão apresentada pela mídia. No Brasil, há um histórico de ruptura com a verdade e com a ética pela grande mídia, para manipular os fatos, prejudicar os trabalhadores e suas lutas e defender os interesses dos poderosos.
 Apesar de todas as dificuldades, de nossos erros e acertos e, principalmente, das artimanhas da burguesia, a sociedade brasileira sabe que sem a Reforma Agrária será impossível corrigir as injustiças sociais e as desigualdades no campo. De nossa parte, temos o compromisso de seguir organizando os pobres do campo e fazendo mobilizações e lutas pela realização dos direitos do povo à terra, educação e dignidade.

São Paulo, 9 de outubro de 2009


Publicado no "MST Informa" n° 174.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Dia do Nascituro



Encerramos hoje a Semana da Vida com o Dia do Nascituro ou o Dia daqueles que estão por nascer. Diante de tanta violência contra indefesos, a Igreja vem proclamar o valor da vida desde sua concepção até seu fim natural. Será difícil mudar as realidades de violência se não começamos a mudar a forma como tratamos a nós mesmos. Se um pai e/ou uma mãe são capazes de MATAR seus próprios filhos, o que não seríamos capazes de fazer a outros de nossa espécie? Até quando a humanidade continuará negando que a vida de um ser humano começa na concepção e nenhum dia depois? Se a partir da concepção ele ainda não é humano, então é o que? Se o desenvolvimento do embrião é levado adiante, ele poderia se transformar em outra coisa ou outro ser que não fosse humano?
Vamos defender a vida em todas as suas fases. Se somos capazes de nos organizar para defender a vida de seres muito inferiores a nós, por que não fazemos o mesmo com a vida de nossos semelhantes?

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Semana nacional da Vida e Dia do Nascituro




Desde o ano 2005 a Igreja no Brasil comemora no dia 8 de outubro o Dia do Nascituro.
A data está inserida em um contexto significativo: no Brasil estamos no início da primavera, tempo em que a vida floresce; é o encerramento da Semana da Vida; aproxima-se a celebração do Dia da Criança.
Neste contexto de alegria e esperança a Igreja propõe uma semana de reflexões e orações pela vida nascente. Diante de tantos ataques que vêm sofrendo, a vida humana, dom de Deus, necessita ser amparada e tutelada desde a sua concepção até seu fim natural. A vida é o fundamento sobre o qual se apóiam todos os demais valores.
É interessante notar como a sociedade se comove diante de situações limites a que estão submetidos tantos irmãos e irmãs e que são constantemente motivo de longas reportagens ou programas de entretenimento que visam tão somente a atenção do público através do apelo emocional e nada profundo (novelas, filmes, programas dominicais...)
Esta mesma sociedade que se deixa emocionar por uma família que vê sua casa ser transformada em um lugar habitável em um programa de televisão, não é capaz de se comover pelos tantos abortos cometidos a cada ano; pelo uso indiscriminado de embriões – diga-se, seres humanos – para fins científicos, o que significa a morte deste embrião; pelas tantas crianças abandonadas em orfanatos porque concebidas em uma relação imatura e descompromissada, pela apoio à luta pelos direitos das mulheres e uma quase total omissão na luta pelos direitos da criança já desde a sua concepção.
“O Evangelho da vida está no centro da mensagem cristã (Evangelium Vitae, 10). Deus, que é o Senhor da Vida, confiou aos homens o nobre encargo de preservá-la (Gaudium ET Spes, 51). Por isso, a Igreja declara que o respeito incondicional do direito à vida de toda pessoa – desde a sua concepção até a morte natural – é um dos pilares sobre o qual assenta toda a sociedade e um estado verdadeiramente humano. Defender este direito primário e fundamental à vida humana é um dever do Estado.
Atuar em favor da vida é contribuir para a renovação da sociedade através da edificação do bem comum. De fato, não é possível construir o bem comum sem reconhecer e tutelar o direito à vida, fundamento de todos os demais direitos inalienáveis do ser humano.
Não pode ter solidas bases uma sociedade que se contradiz radicalmente, por um lado afirmando valores básicos como a dignidade da pessoa, a justiça e a paz, mas por outro, aceitando ou tolerando as mais diversas formas de desprezo e violação da vida humana, sobretudo as mais frágeis e marginalizadas. Só o respeito à vida pode fundar e garantir bens tão preciosos e necessários à sociedade como a democracia e a paz (cf Evangelium vitae, 101)” ( Secren).
Em nossa Arquidiocese, convidamos todas as comunidades a celebrarem com criatividade este dia. É preciso fazer ressoar ao mundo nossa voz em defesa da vida. Seja dada atenção especial ao encontro com as gestantes e seus esposos e também uma celebração no dia do Nascituro com a bênção das gestantes. É também um momento oportuno para tratar das questões ligadas à adoção de crianças. 

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Projeto de lei sobre feriados

Já imaginaram como sera afetada a celebração de datas religiosas se esse projeto realmente for aprovado? Como ficarão as festas tradicionais como Corpus Christi, 12 de outubro??? Teremos que celebrá-los na segunda-feira ou manteremos as datas com o risco de que quase ninguém possa participar de nossas celebrações já que as pessoas estariam trabalhando? Acho que precisamos participar mais desta decisão... E a pergunta deveria ser: não seria bom que um certo grupo de políticos começasse a dar o exemplo e trabalhassem um pouco mais para fazer jus ao salário que nós pagamos a eles?

sábado, 26 de setembro de 2009

Festival Internacional de Corais

Assisti ontem as apresentações dos corais no Festival Internacional aqui em Maringa. Foi realmente uma belíssima noite. Vale a pena prestigiar o trabalho de tantos coralistas - quase sempre com pouca formação musical e ver o resultado espetacular do esforço de cada um. Parabéns aos coralistas, parabéns à equipe organizadora, parabéns Maringa pela iniciativa.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Escola Missionaria da Juventude


Nestes dias 19 e 20 acontecerá mais uma etapa da Escola Missionária da Juventude. Depois de alguns contratempos o local escolhido é  a casa de encontros do Seminário. Vamos divulgar...

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Dez Mandamentos da Familia




Este texto foi escrito por Dom Orlando Brandes, arcebispo de Londrina e bispo referencial do Setor Família e Vida da CNBB.

Família: Dez Mandamentos

Colocar nossa vida a serviço da promoção da vida dos irmãos é a nossa maior alegria, realização, vocação
A segunda semana do mês de agosto é a semana da família. Vamos refletir sobre um conjunto de dez mandamentos que poderão ajudar a vivência familiar. Em primeiro lugar vejamos os “dez desejos” dos pais em relação a seus filhos.
Os pais desejam que seus filhos:
1. cresçam e sejam felizes, realizados e respeitem a si mesmos e aos outros.
2. Estudem e saibam ter auto-estima, sintam-se capazes e úteis aos outros e satisfeitos no trabalho.
3. Tenham uma vida sadia no plano físico, psíquico, espiritual. Não tenham vícios.
4. Sejam responsáveis, tenham disciplina e conheçam os valores.
5. Nas dificuldades não percam a confiança conservando a paz interior e o desejo de vencer os problemas.
6. Não alimentem sentimentos de culpa em relação ao passado, medo do futuro, mas vibrem com o presente.
7. Sejam positivos e colaborem na vida familiar, pois os pais também aprendem com os filhos.
8. Evitem más companhias, tenham coragem de corrigir o que é mau e decidir pelo bem.
9. Sejam sensíveis com os outros, saibam partilhar, sejam solidários superando todo egoísmo.
10. Não percam o bom humor, saibam desdramatizar os problemas e buscar ajuda, para serem cidadãos construtores da sociedade nova mais humana e justa.
Vejamos agora as “dez maneiras” de os pais estragarem seus filhos:
1. Dar tudo o que os filhos quiserem.
2. Achar graça quando disserem nomes feios.
3. Nunca dar orientação religiosa.
4. Juntar tudo o que eles deixam jogado e desarrumado.
5. Discutir e brigar na presença deles.
6. Abarrotá-los de brinquedos, dinheiro, mimos, superproteção.
7. Não exigir nada, satisfazer todos os seus desejos.
8. Dar-lhes sempre razão, toando sempre seu partido, desculpá-los sempre.
9. Estar sempre ausente, não acompanhar, acomodar-se, omitir-se.
10. Nunca elogiar, não dar carinho, não ter tempo e vingar-se.
Quais são os “dez mandamentos” do casal?
1. Nunca dramatizar os defeitos, mas saber elogiar as qualidades.
2. Nunca gritar um com o outro, nem fechar-se, mas sempre dialogar.
3. Saber ceder, saber perder, saber recomeçar perdoando sempre.
4. Dizer a verdade com amor.
5. Nunca humilhar o outro, principalmente diante de outras pessoas.
6. Não culpar, nem ridicularizar o outro recordando erros do passado.
7. Nunca ser indiferente “gelando” o outro. A indiferença dói mais que uma bofetada.
8. Nunca ir dormir sem perdoar.
9. Admitir as próprias limitações e procurar melhorar. É o dom da auto-crítica.
10. Rezar juntos, rir juntos, passear juntos e lembrar-se que quando um não quer, dois não brigam.
Por fim analisamos os “dez mandamentos” para construir uma família ideal:
1. Respeito mútuo na vivência cotidiana.
2. Sinceridade no falar e agir.
3. Generosidade nas tarefas da família.
4. Alegria e senso de humor que gera visão otimista e positiva de vida.
5. Tolerância que é resultado da cordialidade e da compreensão.
6. Consciência da dignidade da pessoa gerando relacionamentos de igualdade.
7. Flexibilidade para evitar rigorismos e permissividade.
8. Fidelidade cumprindo as responsabilidades e deveres.
9. Simplicidade e calor humano que leva a desdramatizar os problemas e encontrar soluções para as dificuldades.
10. Confiança nas pessoas e nas suas capacidades o que gera esperança e amor em quatro direções: dialogo, perdão, ternura e oração.
A semana da família deste ano, em consonância com a Campanha da Fraternidade desenvolve o tema: “Escolhe pois a vida”. Colocar nossa vida a serviço da promoção da vida dos irmãos é a nossa maior alegria, realização, vocação. Que nossos pais sejam o reflexo do amor de Deus, o Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo. A eles nossa gratidão, colaboração, perdão e oração.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Encontro de seminaristas


Aconteceu hoje, 7 de setembro, nas dependencias do Seminario Nossa Senhora da Gloria, em Maringa, o Encontro Provincial de Seminaristas. estavam presentes aproximadamente 150 seminaristas de sete das oito dioceses que compoem as Provincias Eclesiasticas de Maringa e Londrina: Maringa, Campo Mourao, Paranavai, Umuarama, Londrina, Cornélio Procopio, Apucarana.
Foi um dia de confraternizaçao, oraçao, lazer. Espero que este momento tenha sido motivador para todos os seminaristas. Rezemos pela perseverança de cada um deles. Nossa Igreja continua necessitando de operarios para a messe. Rezemos pelos padres que trabalham na formaçao dos futuros presbiteros. Que sejam também eles perseverantes e iluminados pelo Espirito para que possam conduzir bem esta etapa na vida de cada um dos jovens sob sua responsabilidade.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Mes da palavra

Quem ja passou pela experiencia de estar num pais diferente, sem compreender a lingua sabe o que significa poder comunicar-se. Poder falar e ser compreendido. Embora existam tantos sinais de comunicaçao a fala o é por excelencia. Ela pode engrandecer ou denegrir, pode construir ou destruir, pode matar e pode salvar, pode revolucionar e pode também alienar. Pode ser verdadeira ou mentirosa, pode revelar a sabedoria ou a ignorancia. A quantas coisas pode servir a palavra.
Houve um tempo em que uma palavra dada era palavra irrevogavel, tamanho o poder que tinha a palavra de alguém.
Mas se a palavra humana tomou tantas formas, ha uma palavra que permanece a mesma, ontem, hoje e sempre. Essa palavra é a palavra de Deus. A Palavra que se fez carne, Jesus Cristo. Seus ensinamentos continuam a ser luz para o caminho de tantas pessoas. Sua palavra continua sendo palavra que salva.
Mas assim como nossos sinais de comunicaçao essa Palavra precisa ser acolhida, compreendida e praticada.
Neste mes da Biblia, vamos usar melhor nossas palavras e nossos silencios.
Vamos torna-los sinais de vida assim como é vida a palavra que sai da boca de Deus.
E deixemo-nos iluminar pela Palavra que se fez carne.