quinta-feira, 1 de julho de 2010

Vida sempre!!! Não ao aborto!

 
Trailler do documentário "Dinheiro de Sangue - a indústria do aborto" lançado no mês de maio nos Estados Unidos.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Em defesa da Vida - Riccardo Cascioli

mae-cass A mortalidade materna no mundo está em acentuado declínio, mas há aqueles que não desejam que isso seja publicado. A primeira afirmação vem de um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Washington e Brisbane, publicado recentemente pela revista médica britânica The Lancet segundo a qual o número de mulheres que morreram de complicações relacionadas à gravidez e ao parto caiu de 526.300 em 1980 para 342.900 em 2008.
Ainda assim continua sendo uma grande tragédia, e que poderia ser evitada, mas, felizmente, a situação está melhorando. Ainda assim, o diretor da Lancet, Richard Horton, relatou que há uma forte pressão para "o atraso da publicação da investigação." Horton não quis citar nomes, mas disse que os representantes das organizações “pró-saúde das mulheres” estão preocupados que a publicidade a estes “sucessos” possa desencorajar o investimento neste âmbito.
De fato, há anos estatísticas desatualizadas sobre a mortalidade materna são utilizadas no âmbito das Nações Unidas para demonstrar a necessidade de liberalizar o aborto como um meio de "maternidade segura". A pesquisa publicada na revista The Lancet, no entanto, refuta essa abordagem. As razões para o declínio da mortalidade materna são, de fato atribuídas a diversos fatores: menor taxa de fecundidade em alguns países, o crescimento da renda, que se traduz em uma melhor alimentação e acesso aos serviços de saúde, melhoria na educação das mulheres, a maior disponibilidade de "assistentes especializados "(pessoas com formação em saúde) para ajudar as mulheres durante o parto.
Os pesquisadores analisaram a mortalidade materna em 181 países entre 1980-2008, utilizando todo material disponível para reconstruir a "história" de cada país. Globalmente, a taxa de mortalidade materna caiu de 422 óbitos (para cada 100.000 partes saudáveis) em 1980, 320 óbitos em 1990 para 251 em 2008. Analisando o período 1990-2008 é possível perceber grandes diferenças de região para região. Entre as melhores taxas estão as Ilhas Maldivas (queda de 8,8%) e entre as piores a deterioração dramática do Zimbábue (+5,5%). Os piores índices, não surpreendentemente, são registrados na África subsaariana, mas em 2008 mais da metade das mulheres que morreram de complicações relacionadas à gravidez estão concentradas em seis países: Índia, Nigéria, Paquistão, Afeganistão, Etiópia e República Democrática do Congo. Na Índia e na China, no entanto, tem havido melhoras significativas que contribuíram para o declínio nas taxas de mortalidade: na Índia em 1980 morreram 677 mulheres para cada cem mil partes saudáveis; em 2008, as mortes foram reduzidas para 254. Na China o número passou de 165 mortes para 40.
Outro fato interessante destacado pela pesquisa é a grande quantidade de mortes causadas pela AIDS, pelo menos 60 mil por ano, o que explica o aumento das taxas de mortalidade materna na África Oriental e Meridional. Excluindo as mortes por infecção pelo HIV, portanto, o número de mulheres que morreram de causas ligadas à gravidez e ao parto em 2008 foi de 281.500.
No estudo publicado na revista The Lancet o tema aborto não é discutido, e é por isso que a pesquisa criou um conflito com países e organizações que apoiam a legalização generalizada uma vez que esta abordagem é ideológica e não apoiada em fatos. A redução da mortalidade materna em 75%, entre 1990 e 2015 é um dos Objetivos do Milênio, assinado por 191 países membros das Nações Unidas. E até o momento as estatísticas que apontavam um valor estável de mais de meio milhão de mulheres mortas a cada ano devido à gravidez tem sido utilizadas para demonstrar a necessidade da legalização do aborto no projeto "maternidade segura". Os resultados mostram o quanto esta abordagem é ideológica e não é amparada pelos dados apontados na pesquisa. Ao contrário, esmiuçando as tabelas se constata que a liberalização do aborto pode ser um fator agravante da mortalidade materna.
Pode-se notar, por exemplo, que os Estados Unidos, Canadá e a Noruega (que tiveram um ligeiro aumento nas taxas) estão entre as legislações mais liberais sobre o assunto. Mas se destaca especialmente o caso da África do Sul. Em 1980, a taxa de mortalidade materna foi de 208 mortes para cada cem mil partes saudáveis. Em 1990, a taxa foi quase metade, caindo para 121 mortes. Desde 1996 a África do Sul adotou uma das leis sobre o aborto mais permissivas do continente Africano e a taxa de mortalidade, que em 2000 já tinha subido para 155 mortes, em 2008 saltou para 237. Ao contrário, as taxas de mortalidade materna diminuem e permanecem baixas em países onde o aborto é muito restrito ou proibido, como na América Latina. Ou, como no Sri Lanka, que possui uma das leis mais restritivas do mundo, as taxas são de 30 óbitos por 100 mil, o menor de toda a Ásia do Sul e Sudeste. Ou ainda na África, onde, como nas ilhas Maurício, entre 1980 e 2008 houve uma diminuição de quatro vezes a taxa de mortalidade, e é 20 vezes menor do que a da paupérrima Etiópia, cujo governo liberalizou o aborto por pressão internacional.
Fonte: http://avvenire.ita.newsmemory.com/ 26.05.10

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Pensando no bem dos filhos?

StGianna

Acompanhamos nestes dias a notícia da autorização da Justiça no Rio Grande do Sul para que um casal homossexual(duas mulheres) sejam consideradas legalmente e conjuntamente  responsáveis por duas crianças adotadas.

O argumento dos promotores foi o de que se deve pensar no bem das crianças.

Bem das crianças? E o direito de terem um pai e uma mãe? Não dois pais ou duas mães… Um pai e uma mãe! Alguém pode argumentar, como no caso de um dos promotores, que é melhor ter duas mães ou dois pais do que permanecer em uma instituição à espera de adoção.

É verdade, permanecer à espera de adoção é uma situação desumana, mas, por que tanta morosidade na resposta aos vários casais que esperam para adotar um filho? Na maioria dos casos a espera tem motivos burocráticos, má vontade de alguns que trabalham nos órgãos responsáveis por adoções, e não por zelo para que as crianças adotadas encontrem pais capacitados para cuidarem delas.

Como explicar o caso, também noticiado nestes dias, de uma desembargadora que usava de violência contra uma criança por ela adotada? Onde estava o zelo quando se deu a guarda da criança a essa senhora?

Quando se fala de direitos temos muito que pensar. O que geralmente acontece é que os direitos dos menores são sempre colocados em segundo plano. Precisamos pensar no “direito” dos casais homossexuais em adotar filhos, no “direito” das mulheres para abortar, no “direito” de tirar a própria vida em casos de sofrimento, no “direito” de deixar alguém morrer porque não há mais esperança de recobrar a saúde…

Mas quem pensa e defende o direito de uma criança poder nascer? De uma criança ter um pai e uma mãe? De alguém continuar vivendo mesmo que em condições extraordinárias (uma doença incurável, em estado vegetativo)?

Temos nos deixado levar por modismos, alguns dos quais já presentes há muito tempo em países chamados do “primeiro mundo”. Claro: não podemos ficar atrás… As consequências de tudo isso? Eles já começam a perceber. E nós? Quando vamos nos dar conta que muitos desses fatos são motivados por puro egoísmo, uma pseudo-liberdade que jamais saberá o que significa renúncia, doação, altruísmo…

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O Papa incomoda muita gente - por Dom Cristiano Jacob Krapf

GIOVANNI PAOLOII Pessoas incomodadas fogem dos desafios dos ensinamentos de Jesus com as exigências do Evangelho que o Papa tem a coragem de apresentar ao mundo de hoje sem acomodações à mentalidade do tempo. Muitos procuram desacreditar o mensageiro para enfraquecer a mensagem.
Ficam remexendo na lata de lixo da história para fazer propaganda dos erros cometidos por pessoas da Igreja em vinte séculos. O exemplo negativo mais citado é o Papa Alexandre VI, um homem muito ambicioso que teve três filhos no tempo que era Cardeal. Seus inimigos cuidaram de multiplicar seus pecados. A revista VEJA chega a dizer que ele teve inúmeras amantes e filhos.
Mesmo quem não acredita em tanto exagero se pergunta como foi que a Igreja sobreviveu. Desde o início, ela superou escândalos como a traição de Judas e a negação de Pedro que os evangelhos não escondem.
Um artigo da VEJA desta semana apresenta de maneira tendenciosa casos de pedofilia de padres para atingir a Igreja e o Papa que teria acobertado tais abusos. Fala de dezenas de milhares de pessoas que foram agredidas física ou sexualmente por membros da Igreja na Irlanda no século passado.  Botam na mesma panela com crimes de pedofilia os castigos físicos em casas de recuperação, coisa corriqueira na educação naquele tempo, especialmente nas tentativas de reeducação de jovens infratores.
VEJA traz acusações de um advogado de cinco homens que no tempo de meninos sofreram abusos de um padre. Diz que o padre não foi punido pelo Cardeal Ratzinger, apesar das denúncias levadas a Roma trinta anos depois.  O caso é apresentado como prova que, para o Vaticano, defender os próprios interesses é mais importante que mitigar os sofrimentos das vítimas. VEJA omite o fato que a justiça civil não achou provas para condenar o malfeitor e que o padre estava tão velho e doente que já não era perigo para ninguém.
Outra prova trazida para dizer que o Papa era condescendente com padres pedófilos: Acolhida de um padre acusado em outra diocese, no seu tempo de arcebispo de Munique. O texto omite que o padre foi acolhido para tratamento psiquiátrico. Munique tinha 1700 padres. Naquele tempo ainda não estava tão claro que pedofilia não tinha cura. Nossa diocese tem apenas 40 padres, e o bispo não tem o poder de prevenir um passo errado de algum.
Qualquer dia destes vai aparecer alguém a denunciar o próprio Jesus como culpado pela traição de Judas. Segundo o condiscípulo João, Judas já tinha precedentes de surrupiar dinheiro da caixa comum, em vez de ajudar os pobres. Por que Jesus não mandou embora o administrador corrupto?
Aliás, já não falta quem diga que o próprio Deus seja culpado pelos pecados dos homens, a começar com a queda do primeiro casal, na tentação de comer do fruto proibido. Segundo Saramago bastava que Deus fizesse uma boa cerca para impedir que chegassem perto daquela árvore atraente. Para que não pudessem pecar nem precisava fazer cerca. Bastava não criar tal árvore para evitar qualquer tentação. Ou não proibir nada. Ou não nos dar o presente perigoso da liberdade e da responsabilidade. Ou interferir com seu poder, toda vez que alguém quisesse fazer uma coisa errada. Se você gosta de filosofia, tente imaginar o que você faria se estivesse no lugar de Deus. Criaria apenas robôs ou bichos programados para não poder fazer nada de mal?
Seria melhor que a Igreja ainda tivesse o poder de polícia como na idade média? A missão da Igreja é tentar educar os fiéis para a responsabilidade. Pode suspender um padre do uso de ordem, mas não pode prender ninguém. Nem pode impedir que qualquer um se apresente como bispo, ou que igrejas fundadas no século passado se apresentem como igreja católica. Notícias de escândalos com falsos padres e bispos respingam sobre a Igreja. Quanto a práticas homossexuais, fica perigoso condenar. Podem surgir acusações de homofobia. Tempos de confusão. Tempos difíceis para o Papa e para bispos.
Perguntas aos que acusam o Papa de ter acobertado padres pedófilos
1. Por que será que tantos ficam incomodados com os recados do Papa?
2. Por que fazem tanta propagando de coisas erradas na Igreja?
3. Por que aproveitam os casos de pedofilia de padres para acusar o Papa de falta de firmeza no trato do problema?
4. Se os juízes brasileiros têm tanta dificuldade em julgar casos atuais de corrupção que acontecem debaixo do seu nariz, como querem os julgadores do Papa que seja fácil para o Vaticano julgar casos antigos e distantes denunciados décadas depois?
5. Por que será que as denúncias sobre casos antigos de difícil verificação aumentaram tanto, quando denunciantes e seus advogados passaram a ganhar  indenizações da Igreja?
6. Quantos são os incomodados com as exigências de um Papa intransigente na doutrina e na moral?
7. Querem atingir o mensageiro para enfraquecer a mensagem?