quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Semana Nacional da Consciência Negra

Na Arquidiocese de Maringá:
Celebração Afro dia 15/11  19h Capela São Benedito
Conjunto João de Barro e Santa Felicidade, em frente à Praça Zumbi dos Palmares – Maringá

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

sábado, 30 de outubro de 2010

31º Domingo do Tempo Comum: ZAQUEU: HOJE A SALVAÇÃO ENTROU NESTA CASA


ZAQUEU: HOJE A SALVAÇÃO ENTROU NESTA CASA

Frei Jacir de Freitas Farias, ofm

I. INTRODUÇÃO GERAL

No domingo anterior, dia mundial das missões, refletíamos sobre a importância de se levar a salvação a todos, por ser essa a missão do cristão. Retomando esse princípio, a comunidade lucana guardou na memória um dos mais belos episódios na vida do missionário Jesus de Nazaré, a história de Zaqueu, um chefe dos publicanos, aqueles que cobravam impostos. Como Zaqueu, que deixou tudo para seguir Jesus, somos convocados a uma conversão em todos os âmbitos de nossa vida.

Dando continuidade à missão evangelizadora, veremos hoje a importância da fé e da conversão, elementos essenciais para viver o chamado de Deus, seja como judeu, seja como cristão. Deus e Jesus agem com misericórdia diante de todos aqueles que se arrependem. Eles tudo podem, por isso podem mudar o mundo e até mesmo chamar um pecador que não era digno de salvação. A salvação é universal e entra na casa de cada um, rico ou pobre, judeu ou grego. “Hoje a salvação entrou nesta casa”, veremos no evangelho. A casa é a grande economia do mundo. Economia que deve estar a serviço da vida.

II. COMENTÁRIOS DOS TEXTOS BÍBLICOS

1. I leitura (Sb 11,22-12,2): Deus tudo pode e tudo perdoa

A primeira leitura de hoje é uma reflexão sobre Deus e sua misericórdia infinita. Deus tudo pode e, por isso, tem compaixão de justos e injustos. Ele tem o poder de perdoar. Amor e perdão caminham juntos na visão sapiencial israelita.

Por amor, Deus criou tudo. É como um casal que gera seus filhos por amor e, por amor, os educa e os perdoa sempre. Deus a todos perdoa, porque eles são seus. Deus é o Senhor amigo da vida! (v. 26). Deus corrige os pecadores, lembrando-os das faltas, de modo que se afastem do mal e creiam nele. A fé é condição essencial para encontrar a salvação, por meio de uma mudança de vida. Essas atitudes nos colocam no caminho que leva a Deus.

A visão de Deus, o amigo da vida (v. 26), que tudo pode e tudo perdoa, da primeira leitura de hoje, era conhecida também pelos gregos. Outros textos bíblicos iluminam esse modo de entender Deus: “Eles confiam em armas e em seus atos de audácia, enquanto nós depositamos nossa confiança no Deus Todo-poderoso, que bem pode, com um único aceno, abater os que marcham contra nós, e mesmo o mundo inteiro!” (2Mc 8,18). Uma das diferenças da sabedoria bíblica, que javeizou a dos povos vizinhos, consiste no fato do Deus de Israel ser único, misericordioso e possuir uma proposta de salvação universal. O poder de Deus é compassivo. É o que veremos no evangelho de hoje, na história de Zaqueu.

2. Evangelho (Lc 19,1-10): Zaqueu, o rico que ficou pobre por praticar a justiça e professar a fé em Jesus

A grande viagem lucana do missionário Jesus já se aproximava do fim. Jesus se encontrava na cidade de Jericó, a 30 km de Jerusalém, seu objetivo final.

Jericó existe ainda hoje e pertence ao território palestino. A sua população é muito pobre. Apesar de situar-se em uma região de clima árido, Jericó possui abundantes mananciais, como um oásis, e plantações. Localizada a sudeste do vale do Jordão, no cruzamento das estradas de Jerusalém a Beitt Shean – a zona leste do Jordão –, Jericó é a cidade mais velha do mundo, com mais de oito mil anos de história, sendo povoada desde a Idade da Pedra. Ainda se podem ver restos arqueológicos de uma de suas portas. Josué a conquistou, destruindo seus muros. No período romano, Herodes, o Grande, fez construir nela palácios, piscinas e aquedutos para distribuir a água, vinda de Jerusalém, para casas e palácios. Herodes viveu os seus últimos dias de vida em Jericó, quando pediu para matar muitas pessoas no dia de sua morte, de modo que houvesse, naquele dia, um luto generalizado.

Em Jericó, havia um homem de pequena estatura, chamado Zaqueu. Por causa da multidão que acorria para ver Jesus, ele saiu correndo à frente e subiu numa árvore, um sicômoro, por onde, certamente, Jesus iria passar. Ao entrar em Jericó, Jesus viu Zaqueu, que estava sobre a árvore e lhe disse para descer porque iria hospedar-se em sua casa. Naquele momento, o cobrador de impostos foi chamado a ser seu discípulo. Zaqueu queria ver Jesus, mas é Jesus quem o vê. Para o judeu, o crer consistia no ouvir, interpretar; para o cristão, o ver. Por isso, os milagres de Jesus comprovavam a eficácia de sua ação.

Zaqueu, nome que significa Deus se recorda ou também aquele que é puro, dependendo da etimologia, era um rico e odiado chefe dos cobradores de impostos. Um parceiro dos romanos na exploração do povo. Os judeus não gostavam dos compatriotas que assumiam tal função. Eles os viam como infiéis à Lei e, por isso, os consideravam pagãos e impuros.

Jesus diz a Zaqueu que iria se hospedar, entrar na sua casa. O substantivo casa vem do grego, oikos, e significa a casa do mundo e de cada ser humano no seu próprio corpo e no lugar onde ele habita. Oikos é a casa natal. Casa é invólucro de cada um de nós, a construção material onde ocorrem relações sociais e econômicas em função de uma família. Quanto melhor estiverem organizadas essas relações, melhor será a vida familiar. Os gregos, ao mencionar a casa, falam das relações econômicas domésticas, caseiras, que gerenciam a casa. E é daí que vem um outro termo grego, oikonomia, que significa a lei (nomos) que rege a casa (oikos), isto é, economia (Jacir de Freitas Faria, Economia e vida na casa da Bíblia, Vida Pastoral, 271, São Paulo: Paulus, 2010, p. 3-10).

A função primeira de Zaqueu era cuidar da economia, do dinheiro do povo, que seria enviado para os romanos. Jesus, ao convidá-lo para ser o seu discípulo, estava ensinando que toda a economia que não estiver a serviço da vida não é querida por Deus. E Zaqueu logo compreendeu o sentido do chamado, ao afirmar que daria a metade dos seus bens para os pobres, bem como restituiria em quádruplo àqueles que ele defraudara. Desse modo, Zaqueu se declara um ladrão público.

Os fariseus estavam preocupados com o fato de Jesus comer na casa de um pecador. E Jesus, de forma categórica, afirma que a salvação tinha entrado naquela casa e que Zaqueu era também filho de Abraão, como eles, os fariseus. A salvação é para todos os povos, todos que acreditam na proposta de Jesus e se convertem, como Zaqueu.

Jesus determina o tempo da salvação na casa, hoje. O uso desse advérbio quer determinar o momento histórico-salvífico escatológico. Em Jesus se cumpre o hoje da salvação. O fato de Zaqueu dirigir-se a Jesus com o título de Senhor, em grego, Kyrie, quer dizer que se trata do Jesus glorificado do tempo pós-pascal. Com a conversão de Zaqueu, a comunidade lucana esperava que outros ricos seguissem o mesmo caminho. Zaqueu é modelo de cristão que se converte e aceita a salvação, firmando um compromisso de fé, independente de sua condição social, e colocando sua economia a serviço da vida. Zaqueu é o rico que ficou pobre por praticar a justiça e professar a fé em Jesus. Deus se alegra com a conversão dos Zaqueus. A salvação é universal.

3. II leitura (2Ts 1,11-2,2): Cristãos, vivei a fé que glorifica o nome do Senhor Jesus e mantende a serenidade de espírito

À cara comunidade de Tessalônica, Paulo demonstra um carinho especial. Ele pede a Deus que ajude a comunidade a permanecer na fé e na realização da vocação a que ela foi chamada.

Nessa carta, Paulo trata de dois únicos temas: a vivência da fé da comunidade que glorificará o nome do Senhor Jesus e a serenidade que a comunidade deve ter diante de falsas palavras proféticas sobre a vinda iminente do Senhor Jesus Cristo. Em relação ao último ponto, Paulo afirma que não lhes enviou uma suposta carta sobre o proceder da comunidade em relação à vinda de Jesus. Esperando a parusia, alguns já tinham até deixado de trabalhar (3,10).

Os tessalonicenses são chamados a viver a fé, já e agora, por meio de obras que glorifiquem o Senhor Jesus pela graça de Deus. Não se pode ficar esperando pela parusia e nada fazer. A serenidade de espírito é fundamental no cristão. “Não percais a serenidade de espírito e não vos perturbeis” (2,2). Jesus virá, mas quando Deus decidir. É preciso esperar com paciência e fé e não se deixar ser enganado.

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

Chamar a atenção para a vivência da fé a exemplo de Zaqueu que se converteu, colocando seus bens a serviço da vida. Ser cristão é saber que em Deus tudo podemos. Ele perdoa. Até o mais corrupto dos corruptos pode encontrar a salvação. Demonstrar que o rico, assim como Zaqueu, pode encontrar a salvação, desde que faça opção pela divisão dos bens.

Perguntar pelas atitudes de vida que nos permitem deixar a salvação trazida por Jesus entrar em nossa casa. Reforçar a ideia do já e o ainda não do Reino.

Chamar a atenção para o fato de que nenhum tipo de fé ou religião pode atrelar as pessoas a promessas que não podem se realizar ou que se realizarão conforme a decisão de Deus. Jesus voltará, mas não com palavras infundadas.

Fonte: http://www.paulus.com.br/

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Homens de Deus

Trailer em italiano do filme “Homens de Deus”, baseado em fatos reais. Conta a história de sete monges trapistas assassinados em 1994 na Algéria.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Carta de intenções da candidata Dilma Roussef às(os) cristãs(os) brasileiros

Dirijo-me mais uma vez a vocês, com o carinho e o respeito que merecem os que sonham com um Brasil cada vez mais perto da premissa do Evangelho de desejar ao próximo o que queremos para nós mesmos. É com esta convicção que resolvi pôr um fim definitivo à campanha de calúnias e boatos espalhados por meus adversários eleitorais. Para não permitir que prevaleça a mentira como arma em busca de votos, em nome da verdade quero reafirmar:

1. Defendo a convivência entre as diferentes religiões e a liberdade religiosa, assegurada pela Constituição Federal;
2. Sou pessoalmente contra o aborto e defendo a manutenção da legislação atual sobre o assunto;
3. Eleita presidente da República, não tomarei a iniciativa de propor alterações de pontos que tratem da legislação do aborto e de outros temas concernentes à família e à livre expressão de qualquer religião no País.
4. O PNDH3 é uma ampla carta de intenções, que incorporou itens do programa anterior. Está sendo revisto e, se eleita, não pretendo promover nenhuma iniciativa que afronte a família;
5. Com relação ao PLC 122, caso aprovado no Senado, onde tramita atualmente, será sancionado em meu futuro governo nos artigos que não violem a liberdade de crença, culto e expressão e demais garantias constitucionais individuais existentes no Brasil;
6. Se Deus quiser e o povo brasileiro me der, a oportunidade de presidir o País, pretendo editar leis e desenvolver programas que tenham a família como foco principal, a exemplo do Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e tantos outros que resgatam a cidadania e a dignidade humana.

Com estes esclarecimentos, espero contar com vocês para deter a sórdida campanha de calúnias contra mim orquestrada. Não podemos permitir que a mentira se converta em fonte de benefícios eleitorais para aqueles que não têm escrúpulos de manipular a fé e a religião tão respeitada por todos nós. Minha campanha é pela vida, pela paz, pela justiça social, pelo respeito, pela prosperidade e pela convivência entre todas as pessoas.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Pela liberdade de consciência

Acho que vale a pena refletir sobre este posicionamento. Para contrapor à última sugestão que postei...

Pela liberdade de consciência 
Dom Demétrio Valentini *

Algumas observações se fazem oportunas, no contexto do processo eleitoral que estamos vivendo. Em meio ao bombardeio diário da campanha, sempre é bom tomar a devida distância, para captar com clareza os critérios a serem levados em conta para iluminar a decisão de cada eleitor.

Os candidatos têm todo o direito de tentar convencer os eleitores a apoiarem suas propostas e a votarem nos seus nomes.

Por sua vez, os eleitores têm todo o direito de votar, livremente, em quem eles querem.

Por outro lado, ninguém tem o direito de exigir o voto de um eleitor, seja por que motivo for. Muito menos por tentativa de compra do voto. Cada eleitor deveria ter a força de repudiar esta tentativa. Mas como pode acontecer a debilidade de eleitores, a própria lei, entre nós, tomou a iniciativa de proibir a compra de votos e de coibir esta prática com o remédio mais adequado, que é a cassação da candidatura.

Mas também, ninguém tem o direito de proibir que se vote em determinado candidato, seja por que motivo for. Quem deve decidir se alguém merece ser votado ou não, são os eleitores, através do voto, no dia das eleições.

Portanto, diante da urna eletrônica, cada eleitor tem o direito de conferir sua consciência e votar em quem ele quiser.

Por diversos motivos, não é bom pressionar indevidamente a consciência dos eleitores, visando forçá-los a votar em determinado candidato.

Em primeiro lugar, não é bom para a democracia que alguns decidam pelos outros. Pois tanto mais forte será a prática democrática, quanto mais os eleitores forem capazes de discernir por conta própria em quem devem votar.

Mas é pior ainda para a religião, seja qual for, pressionar seus adeptos para que votem em determinados candidatos, ou proibir que votem em determinados outros, em nome de convicções religiosas. A religião que não é capaz de incentivar a liberdade de consciência dos seus seguidores, que se retire de campo. Pois a religião não pode se tornar aliada da dominação das consciências.

Portanto, seja quem for, bispo, padre, pastor, ninguém se arrogue o direito de decidir pela consciência dos outros. Fazer isto é usurpar um espaço que é sagrado, é invadir a intimidade da consciência do outro, intrometendo-se onde não lhe cabe estar.

Assim se apresentam os princípios, que por si próprios já seriam suficientes para todos se sentirem à vontade, como eleitores livres e soberanos, com todo o direito de votar em quem cada um quiser.

Mas a gente sabe que em tempo de propaganda eleitoral a realidade se complica, por expedientes antiéticos, sobretudo pela disseminação de acusações, que visam deturpar o nome dos adversários, e tirar vantagem eleitorais.

Aí aparecem situações que precisam ser esclarecidas. É curioso, por exemplo, que as mesmas pessoas que questionavam o plebiscito sobre os limites da propriedade, alegando que ele não contava com a aprovação da CNBB, agora difundem cartas procedentes de sub-comissões, de sub-regionais, ou cartas individuais de determinados bispos ou padres, e pretendem invocar sobre estes escritos a autoridade de toda a instituição, quando o Presidente da CNBB, D. Geraldo Lyrio Rocha já esclareceu, enfaticamente, que a CNBB não apóia nenhum partido e nenhum candidato, nem igualmente proíbe nenhum partido ou candidato.

Mas dado o joio lançado na seara com astúcia de maligno, talvez fosse conveniente um novo posicionamento do Presidente da CNBB, instituição que em tantas oportunidades já deu contribuições preciosas para o processo democrático brasileiro, e cujo nome não pode agora ficar prejudicado por expedientes que destoam de sua tradição.

Portanto, cada um é livre de votar em quem quiser. Se quiser votar na Marina, vote! Se quiser votar no Serra, vote! Se quiser votar na Dilma, vote! E se quiser votar em qualquer um dos outros candidatos, vote! Mas vote livremente, levado pela decisão a que chegou por sua própria consciência.


* Bispo de Jales (SP) e Presidente da Cáritas Brasileira

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

7ª Noite de Oração pela Paz




C O N V I T E

Os membros das religiões em Maringá, abaixo mencionados, fraternalmente convidam V. S.ª e Família para participarem de uma

NOITE DE ORAÇÃO PELA PAZ

Dia: 21/09/2010 (terça-feira) - Início às 20 horas - Encerramento às 22 horas
Local: Auditório Dona Guilhermina – Av. Tiradentes 740 (próximo da Catedral) Maringá

A solenidade será aberta a pessoas de todas as confissões e crenças religiosas

BAHÁ’Í - Dra. Mahasti Sahihi Macedo
BUDISMO - Monge Eduardo R. Sasaki
CANDOMBLÉ - Sra. Maria de L. Nascimento
CATOLICISMO - Dom Anuar Battisti
ESPIRITISM0 - Sr. Lannes B. Csucsuly
EVANGÉLICOS - Rev. Dr. Robert S. Newnum
ISLAMISMO - Sheikh Mohamad E. A. Al Ruheidy
UMBANDA - Sra. Marilza Martins de Paiva

GRUPO DE DIÁLOGO INTER-RELIGIOSO – G. D. I.
Fone 3226-3838 - Maringá (PR)



sábado, 28 de agosto de 2010

ELEIÇÕES 2010: O CHÃO E O HORIZONTE


A ARAS (Associação de Reflexão e Ação Social) juntamente com o Conselho Arquidiocesano de Leigos e a Arquidiocese de Maringá, estão organizando um trabalho para a conscientização para as eleições 2010: "Eleições 2010 o Chão e o Horizonte".

O trabalho distribuirá Flys durante 4 fins de semana nas igrejas católicas, sempre ao final das missas, o texto leva a uma reflexão no formato Ver, Julgar, Agir.
Veja aqui os textos.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Carta de uma mãe que perdeu tragicamente o filho.


Querida mãe,

O que dizer nesta hora tão difícil? O que ouvir quando todos e tudo ao redor parecem sair de um enorme pesadelo e o ruído das vozes que se seguem mal chegam aos ouvidos?
Quando o ar não é mais suficiente e a dor da separação nos leva a sala de parto novamente?
Os dias que se seguirão, parecerão noites e as noites, dias sem fins.
Para cada momento uma lembrança e a ferida que não cicatriza, parece ainda mais exposta e vulnerável com o passar do tempo, dizem que o tempo é o melhor remédio. Creia, amada, ele é amargo demais.
Só há um lugar para onde ir, este refúgio que encontrei tenho tentado ensinar o caminho à outras mães, pois sei que o que nos foi tirado, nosso bem maior, o pequeno ser que embalamos, amamentamos, cuidamos e amamos, nada poderá traze-los de volta, sei que se chorássemos todas as lágrimas e gritássemos todos os gritos de dor que estão contidos em nossas almas, mesmo assim não seriam suficientes para trazê-los.
No primeiro momento tentamos achar o culpado, o rapaz que dirigia estava em alta velocidade. Certamente foi ele, mas e Deus?
Onde estava Deus que não viu o meu lindo moço de cabelos fartos e sorriso encantador, que envolvia todos com suas histórias deixando no ar a sensação de ficar após ter ido?
Porque Deus não fez algo?
Querida mãe, a primeira lição que aprendi, foi entender que Deus me amou e sua misericórdia resgatou meu filho no momento de dor.
Se há um lugar perfeito, onde deixaríamos nossos filhos este é nos braços do Pai.
Deus não interfere, nos deu um mundo para nele vivermos em harmonia e se existe um culpado, infelizmente somos nós!
Aceitamos todas as coisas e só nos importamos quando é o NOSSO filho.
Esta nação está ferida e ferida de morte, o sangue de inocentes está literalmente lavando o asfalto de nossas cidades.
Será necessário morrer um filho de cada família para que algo seja feito?
Nossos jovens estão sendo arrancados de seus lares e sua famílias estão dilaceradas com tamanha dor, o medo nos invade pois os que nos restam ainda, precisam viver neste país sem leis para assassinos de trânsito.
Até quando???
Não terá apenas um deputado que se importe e leve ao congresso as mães que perderam seus filhos nesta guerra horrenda e injusta?
Faltará espaço em Brasília, será maior que qualquer congresso já realizado.Nós somos as mães que prepararam seus filhos para servir a nação!
Meu filho falava quatro línguas, tinha duas faculdades, não usava drogas, não era chegado a bebidas, sempre usou o cinto de segurança, foi morto por um jovem deputado que estava em alta velocidade, embriagado e com a carteira com mais de 130 pontos. Foi decaptado, estraçalhado, moído, não matou apenas meu filho e seu amigo, matou a mim também.
Ensina a criança no caminho em que deve andar e até ficar velho não se desviará dele.
Não podemos apenas chorar, temos que nos unir e de alguma forma mudar o país em que vivemos, para que os outros filhos, os que nos restam, possam ter a oportunidade de viver.
Meu refúgio é Deus, meu porto seguro, minha esperança de rever meu amado.
Se Deus salvasse o seu e não o meu então seria um Deus injusto!
Se precisamos mudar e algo precisa ser feito, então faremos para que outras mães, não venham a sofrer a amargura da separação tão precoce de jovens que antes enchiam a casa de alegria, e agora enchem cemitérios.
Querida mãe, sei que parece impossível mudar um país, mas tambem sei que um país é feito de famílias que desejam o melhor para seus filhos.
Um pai sonha os sonhos de seu filho desde quando nasce e vive como se fôssem seus.
Se é triste e inconsolável a dor da perda de um filho, muito maior será nossa dor se não fizermos nada e perdermos novamente, e creia eu sei do que falo.
'Ninguém cometeu maior erro do que aquele que não fez nada só porque podia fazer muito pouco'
Se cada mãe, pai, família, cada cidadão fizer um pouco, teremos muito!
A justiça é para os vivos, os mortos não precisam dela!
E a nação ouvirá o nosso clamor...

Carta escrita por Christiane Souza Yared que perdeu o filho vítima de um acidente envolvendo um deputado paranaense que dirigia alcoolizado, a 160 Km/h e com a carteira de habilitação suspensa. A carta é endereçada a atriz Cissa Guimarães que recentemente também perdeu o filho vítima de atropelamento. O motorista, supostamente participava de um racha na hora do acidente.

"O mártir é livre e não depende dos poderes do mundo", afirma Papa.

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Assim como no último Ângelus, também em seu discurso pela audiência geral da semana realizada nesta quarta-feira o Papa abordou a questão do martírio. Bento XVI dedicou a catequese da audiência aos santos mártires Edith Stein (Santa Teresa Benedita da Cruz) e Maximiliano Kolbe, cujos dias são celebrados pela Igreja em breve.
Bento XVI disse que o mártir é um exemplo a ser seguido "num tempo como o nosso, em que parecem prevalecer o egoísmo e o individualismo". "O mártir é uma pessoa absolutamente livre, diante do poder e do mundo", destacou o Papa.
As solenidades dos santos Teresa Benedita da Cruz, também conhecida como Edith Stein, e Padre Maximiliano Kolbe acontecem nos dias 9 e 14 de agosto, respectivamente. Dedicando a catequese a essas duas figuras, o Papa diz que "o martírio é um grande ato de amor e uma resposta ao imenso amor de Deus" que dá liberdade. Segundo o pontífice, a "graça de Deus não suprime ou sufoca a liberdade de quem enfrenta o martírio", mas dá "uma liberdade diante do poder e do mundo exercitada em um supremo ato de fé, esperança e caridade realizados por quem sacrifica a própria vida para ser associado em modo total ao sacrifício de Jesus".
Aos que estavam presentes no pátio do palácio apostólico de Castel Gandolfo, o Papa disse que "ninguém é excluído do chamado à santidade, à medida alta da existência, a colocar Cristo em primeiro lugar para transformar a nossa vida e o mundo", e por isto os cristãos devem "assumir como primeiro e fundamental compromisso o de crescer a cada dia em um amor maior por Deus e pelos irmãos, transformar a nossa mesma vida e transformar assim o nosso mundo".
O convite do pontífice à santidade se repete também nas saudações em diversas línguas. Aos brasileiros e portugueses presentes - entre os três mil fiéis presentes havia um grupo do Rio de Janeiro -, o Papa pediu que "a intercessão dos mártires vos ajude a assumir o empenho de crescer a cada dia no amor a Deus e aos irmãos, para que assim possais transformar o mundo".
A tradicional audiência geral de quarta-feira, no mês de agosto, se transfere a Castel Gandolfo, onde o Papa permanece até o fim do verão. As audiências são realizadas semanalmente no pátio do Palácio Apostólico.

Fonte: www.gaudiumpress.org 12.08.2010

sábado, 7 de agosto de 2010

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Vida sempre!!! Não ao aborto!

 
Trailler do documentário "Dinheiro de Sangue - a indústria do aborto" lançado no mês de maio nos Estados Unidos.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Em defesa da Vida - Riccardo Cascioli

mae-cass A mortalidade materna no mundo está em acentuado declínio, mas há aqueles que não desejam que isso seja publicado. A primeira afirmação vem de um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Washington e Brisbane, publicado recentemente pela revista médica britânica The Lancet segundo a qual o número de mulheres que morreram de complicações relacionadas à gravidez e ao parto caiu de 526.300 em 1980 para 342.900 em 2008.
Ainda assim continua sendo uma grande tragédia, e que poderia ser evitada, mas, felizmente, a situação está melhorando. Ainda assim, o diretor da Lancet, Richard Horton, relatou que há uma forte pressão para "o atraso da publicação da investigação." Horton não quis citar nomes, mas disse que os representantes das organizações “pró-saúde das mulheres” estão preocupados que a publicidade a estes “sucessos” possa desencorajar o investimento neste âmbito.
De fato, há anos estatísticas desatualizadas sobre a mortalidade materna são utilizadas no âmbito das Nações Unidas para demonstrar a necessidade de liberalizar o aborto como um meio de "maternidade segura". A pesquisa publicada na revista The Lancet, no entanto, refuta essa abordagem. As razões para o declínio da mortalidade materna são, de fato atribuídas a diversos fatores: menor taxa de fecundidade em alguns países, o crescimento da renda, que se traduz em uma melhor alimentação e acesso aos serviços de saúde, melhoria na educação das mulheres, a maior disponibilidade de "assistentes especializados "(pessoas com formação em saúde) para ajudar as mulheres durante o parto.
Os pesquisadores analisaram a mortalidade materna em 181 países entre 1980-2008, utilizando todo material disponível para reconstruir a "história" de cada país. Globalmente, a taxa de mortalidade materna caiu de 422 óbitos (para cada 100.000 partes saudáveis) em 1980, 320 óbitos em 1990 para 251 em 2008. Analisando o período 1990-2008 é possível perceber grandes diferenças de região para região. Entre as melhores taxas estão as Ilhas Maldivas (queda de 8,8%) e entre as piores a deterioração dramática do Zimbábue (+5,5%). Os piores índices, não surpreendentemente, são registrados na África subsaariana, mas em 2008 mais da metade das mulheres que morreram de complicações relacionadas à gravidez estão concentradas em seis países: Índia, Nigéria, Paquistão, Afeganistão, Etiópia e República Democrática do Congo. Na Índia e na China, no entanto, tem havido melhoras significativas que contribuíram para o declínio nas taxas de mortalidade: na Índia em 1980 morreram 677 mulheres para cada cem mil partes saudáveis; em 2008, as mortes foram reduzidas para 254. Na China o número passou de 165 mortes para 40.
Outro fato interessante destacado pela pesquisa é a grande quantidade de mortes causadas pela AIDS, pelo menos 60 mil por ano, o que explica o aumento das taxas de mortalidade materna na África Oriental e Meridional. Excluindo as mortes por infecção pelo HIV, portanto, o número de mulheres que morreram de causas ligadas à gravidez e ao parto em 2008 foi de 281.500.
No estudo publicado na revista The Lancet o tema aborto não é discutido, e é por isso que a pesquisa criou um conflito com países e organizações que apoiam a legalização generalizada uma vez que esta abordagem é ideológica e não apoiada em fatos. A redução da mortalidade materna em 75%, entre 1990 e 2015 é um dos Objetivos do Milênio, assinado por 191 países membros das Nações Unidas. E até o momento as estatísticas que apontavam um valor estável de mais de meio milhão de mulheres mortas a cada ano devido à gravidez tem sido utilizadas para demonstrar a necessidade da legalização do aborto no projeto "maternidade segura". Os resultados mostram o quanto esta abordagem é ideológica e não é amparada pelos dados apontados na pesquisa. Ao contrário, esmiuçando as tabelas se constata que a liberalização do aborto pode ser um fator agravante da mortalidade materna.
Pode-se notar, por exemplo, que os Estados Unidos, Canadá e a Noruega (que tiveram um ligeiro aumento nas taxas) estão entre as legislações mais liberais sobre o assunto. Mas se destaca especialmente o caso da África do Sul. Em 1980, a taxa de mortalidade materna foi de 208 mortes para cada cem mil partes saudáveis. Em 1990, a taxa foi quase metade, caindo para 121 mortes. Desde 1996 a África do Sul adotou uma das leis sobre o aborto mais permissivas do continente Africano e a taxa de mortalidade, que em 2000 já tinha subido para 155 mortes, em 2008 saltou para 237. Ao contrário, as taxas de mortalidade materna diminuem e permanecem baixas em países onde o aborto é muito restrito ou proibido, como na América Latina. Ou, como no Sri Lanka, que possui uma das leis mais restritivas do mundo, as taxas são de 30 óbitos por 100 mil, o menor de toda a Ásia do Sul e Sudeste. Ou ainda na África, onde, como nas ilhas Maurício, entre 1980 e 2008 houve uma diminuição de quatro vezes a taxa de mortalidade, e é 20 vezes menor do que a da paupérrima Etiópia, cujo governo liberalizou o aborto por pressão internacional.
Fonte: http://avvenire.ita.newsmemory.com/ 26.05.10

sábado, 8 de maio de 2010

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Pensando no bem dos filhos?

StGianna

Acompanhamos nestes dias a notícia da autorização da Justiça no Rio Grande do Sul para que um casal homossexual(duas mulheres) sejam consideradas legalmente e conjuntamente  responsáveis por duas crianças adotadas.

O argumento dos promotores foi o de que se deve pensar no bem das crianças.

Bem das crianças? E o direito de terem um pai e uma mãe? Não dois pais ou duas mães… Um pai e uma mãe! Alguém pode argumentar, como no caso de um dos promotores, que é melhor ter duas mães ou dois pais do que permanecer em uma instituição à espera de adoção.

É verdade, permanecer à espera de adoção é uma situação desumana, mas, por que tanta morosidade na resposta aos vários casais que esperam para adotar um filho? Na maioria dos casos a espera tem motivos burocráticos, má vontade de alguns que trabalham nos órgãos responsáveis por adoções, e não por zelo para que as crianças adotadas encontrem pais capacitados para cuidarem delas.

Como explicar o caso, também noticiado nestes dias, de uma desembargadora que usava de violência contra uma criança por ela adotada? Onde estava o zelo quando se deu a guarda da criança a essa senhora?

Quando se fala de direitos temos muito que pensar. O que geralmente acontece é que os direitos dos menores são sempre colocados em segundo plano. Precisamos pensar no “direito” dos casais homossexuais em adotar filhos, no “direito” das mulheres para abortar, no “direito” de tirar a própria vida em casos de sofrimento, no “direito” de deixar alguém morrer porque não há mais esperança de recobrar a saúde…

Mas quem pensa e defende o direito de uma criança poder nascer? De uma criança ter um pai e uma mãe? De alguém continuar vivendo mesmo que em condições extraordinárias (uma doença incurável, em estado vegetativo)?

Temos nos deixado levar por modismos, alguns dos quais já presentes há muito tempo em países chamados do “primeiro mundo”. Claro: não podemos ficar atrás… As consequências de tudo isso? Eles já começam a perceber. E nós? Quando vamos nos dar conta que muitos desses fatos são motivados por puro egoísmo, uma pseudo-liberdade que jamais saberá o que significa renúncia, doação, altruísmo…

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O Papa incomoda muita gente - por Dom Cristiano Jacob Krapf

GIOVANNI PAOLOII Pessoas incomodadas fogem dos desafios dos ensinamentos de Jesus com as exigências do Evangelho que o Papa tem a coragem de apresentar ao mundo de hoje sem acomodações à mentalidade do tempo. Muitos procuram desacreditar o mensageiro para enfraquecer a mensagem.
Ficam remexendo na lata de lixo da história para fazer propaganda dos erros cometidos por pessoas da Igreja em vinte séculos. O exemplo negativo mais citado é o Papa Alexandre VI, um homem muito ambicioso que teve três filhos no tempo que era Cardeal. Seus inimigos cuidaram de multiplicar seus pecados. A revista VEJA chega a dizer que ele teve inúmeras amantes e filhos.
Mesmo quem não acredita em tanto exagero se pergunta como foi que a Igreja sobreviveu. Desde o início, ela superou escândalos como a traição de Judas e a negação de Pedro que os evangelhos não escondem.
Um artigo da VEJA desta semana apresenta de maneira tendenciosa casos de pedofilia de padres para atingir a Igreja e o Papa que teria acobertado tais abusos. Fala de dezenas de milhares de pessoas que foram agredidas física ou sexualmente por membros da Igreja na Irlanda no século passado.  Botam na mesma panela com crimes de pedofilia os castigos físicos em casas de recuperação, coisa corriqueira na educação naquele tempo, especialmente nas tentativas de reeducação de jovens infratores.
VEJA traz acusações de um advogado de cinco homens que no tempo de meninos sofreram abusos de um padre. Diz que o padre não foi punido pelo Cardeal Ratzinger, apesar das denúncias levadas a Roma trinta anos depois.  O caso é apresentado como prova que, para o Vaticano, defender os próprios interesses é mais importante que mitigar os sofrimentos das vítimas. VEJA omite o fato que a justiça civil não achou provas para condenar o malfeitor e que o padre estava tão velho e doente que já não era perigo para ninguém.
Outra prova trazida para dizer que o Papa era condescendente com padres pedófilos: Acolhida de um padre acusado em outra diocese, no seu tempo de arcebispo de Munique. O texto omite que o padre foi acolhido para tratamento psiquiátrico. Munique tinha 1700 padres. Naquele tempo ainda não estava tão claro que pedofilia não tinha cura. Nossa diocese tem apenas 40 padres, e o bispo não tem o poder de prevenir um passo errado de algum.
Qualquer dia destes vai aparecer alguém a denunciar o próprio Jesus como culpado pela traição de Judas. Segundo o condiscípulo João, Judas já tinha precedentes de surrupiar dinheiro da caixa comum, em vez de ajudar os pobres. Por que Jesus não mandou embora o administrador corrupto?
Aliás, já não falta quem diga que o próprio Deus seja culpado pelos pecados dos homens, a começar com a queda do primeiro casal, na tentação de comer do fruto proibido. Segundo Saramago bastava que Deus fizesse uma boa cerca para impedir que chegassem perto daquela árvore atraente. Para que não pudessem pecar nem precisava fazer cerca. Bastava não criar tal árvore para evitar qualquer tentação. Ou não proibir nada. Ou não nos dar o presente perigoso da liberdade e da responsabilidade. Ou interferir com seu poder, toda vez que alguém quisesse fazer uma coisa errada. Se você gosta de filosofia, tente imaginar o que você faria se estivesse no lugar de Deus. Criaria apenas robôs ou bichos programados para não poder fazer nada de mal?
Seria melhor que a Igreja ainda tivesse o poder de polícia como na idade média? A missão da Igreja é tentar educar os fiéis para a responsabilidade. Pode suspender um padre do uso de ordem, mas não pode prender ninguém. Nem pode impedir que qualquer um se apresente como bispo, ou que igrejas fundadas no século passado se apresentem como igreja católica. Notícias de escândalos com falsos padres e bispos respingam sobre a Igreja. Quanto a práticas homossexuais, fica perigoso condenar. Podem surgir acusações de homofobia. Tempos de confusão. Tempos difíceis para o Papa e para bispos.
Perguntas aos que acusam o Papa de ter acobertado padres pedófilos
1. Por que será que tantos ficam incomodados com os recados do Papa?
2. Por que fazem tanta propagando de coisas erradas na Igreja?
3. Por que aproveitam os casos de pedofilia de padres para acusar o Papa de falta de firmeza no trato do problema?
4. Se os juízes brasileiros têm tanta dificuldade em julgar casos atuais de corrupção que acontecem debaixo do seu nariz, como querem os julgadores do Papa que seja fácil para o Vaticano julgar casos antigos e distantes denunciados décadas depois?
5. Por que será que as denúncias sobre casos antigos de difícil verificação aumentaram tanto, quando denunciantes e seus advogados passaram a ganhar  indenizações da Igreja?
6. Quantos são os incomodados com as exigências de um Papa intransigente na doutrina e na moral?
7. Querem atingir o mensageiro para enfraquecer a mensagem?

sexta-feira, 26 de março de 2010

Não há reparação sem amor aos que sofrem

Este texto está publicado no jornal Folha de São Paulo, de hoje. Pode ajudar nas nossas reflexões…

A IGREJA CATóLICA acordou muito tarde para um de seus maiores problemas atuais. O problema não é só dela, pedófilos infelizmente existem em muitos lugares -das igrejas à internet. Um artigo recente de João Pe reira Coutinho nesta Folha ("Padres e pedófilos", Ilustrada, 23/3/2010) aborda essas questões e por isso, nesta linha, eu paro por aqui. A grande questão é o que fazer com esse problema...

A Carta pastoral do Santo Padre Bento 16 aos católicos na Irlanda (o leitor encontra-a com este título na internet) é bem clara em vários pontos. Para começar, os católicos (a começar pelos bispos) demoraram para reagir. Agora é necessário assumir a culpa, a dor e o constrangimento pela omissão. Além disso, a justiça -tanto a divina como a humana- tem que ser cumprida. Por fim, a igreja se vê como um corpo, onde o órgão doente ou que fez o mal afeta todo o conjunto e deve ser acompanhado em sua recuperação e expiação por todo o conjunto. Portanto, a solidariedade com as vítimas e o esforço de superar o mal praticado é de todos.

Sem estereótipos

Para entender corretamente como a igreja vive esse seu drama interno, o leitor terá que abandonar os estereótipos anticlericais que a imaginam recheada de pervertidos, hipócritas e cínicos, que usam um discurso religioso para enganar os crédulos. Terá que compreender que trabalha com a instituição e a comunidade religiosa que, por séculos, carregou os ideais de dignidade, amor e solidariedade na sociedade ocidental. Um lugar onde justiça sempre foi articulada com amor, perdão e misericórdia; responsável pelos primeiros hospitais, orfanatos, casas de acolhida a idosos etc.

Como fazer justiça e, ao mesmo tempo, ser misericordioso? Como praticar uma justiça verdadeiramente restauradora, e não apenas punitiva, frente a um mal tão grande? Estas eram as perguntas certas, as difíceis de responder -as que realmente mereciam ser respondidas. Perdoem-me os leitores que não se encaixam nessa observação, mas a busca de justiça que fazemos em nosso cotidiano frequentemente tem muito mais a ver com a busca por vingança ou por condenação que por busca por perdão e restauração. Inclusive porque sabemos, para nosso desespero, que somos totalmente impotentes para restaurar os grandes males cometidos.

Nenhum dinheiro paga

As reparações financeiras são o mínimo que se pode dar -ajudam pelo menos a pagar uma boa terapia. Mas nenhum dinheiro pode reparar uma dignidade ferida. Por isso, dar dinheiro é o mínimo que se pode fazer. Não é possível reparação para esses danos sem um castigo justo, mas também sem o amor incondicional aos que sofrem. Só este amor pode fazer a esperança nascer das coisas mais hediondas que podemos encontrar. Este amor não é dó, comiseração, mas perceber que eu não me realizo sem me entregar ao outro, que ele tem uma grandeza, uma beleza, uma dignidade, que transcende toda dor, toda humilhação que ele sofreu.

A Igreja Católica vai ter que seguir o seu calvário de culpa e dor por esses acontecimentos. Alguns dentro dela vão ter que se confrontar com a Justiça dos homens. Mas esta não é a grande questão que se joga neste momento.

Caro leitor, diante de um caso de pedofilia, de uma criança assassinada brutalmente, do aparente absurdo que o mal parece distribuir a nossa volta todos os dias, o que cada um de nós sente? Somos capazes de olhar com ternura e comoção para este bicho humano, que mal consegue se erguer sobre duas patas, mas sonha com as estrelas? Somos capazes de uma compaixão que nos faz mais capazes de amar a nós mesmos e aos outros? Ou nos tornamos um pouco mais brutos, também nós mais cínicos e desesperançados?

A igreja terá que seguir o seu calvário, mas não pode deixar de anunciar ao mundo que seu pecado não é a última palavra, que existe um amor capaz de superar todo o mal.

FRANCISCO BORBA RIBEIRO NETO é coordenador de projetos do Núcleo Fé e Cultura da PUC-SP. Dedica-se aos temas de bioética, cultura, ciência e religião. é um dos organizadores dos livros Um diálogo latino-americano: bioética e Documento de Aparecida (Difusão Editora, 2009) e Economia e vida na perspectiva da encíclica Caritas in veritate (Companhia Ilimitada, 2010).

fonte: Folha de S. Paulo

terça-feira, 23 de março de 2010

Carta Pastoral do Papa Bento XVI aos católicos na Irlanda


Nesta carta o Papa se dirige aos católicos da Irlanda tratando de modo especial do problema do envolvimentos de padres e religiosos com a pedofilia.
Carta Pastoral do papa Bento XVI

Padres e Pedófilos - por João Pereira Coutinho

DSC02479 Estamos sempre a aprender: vocês sabem como se diz "bastardo" em língua germânica? "Pfaffenkind." Ou, em tradução literal, "o filho do padre". As curiosidades não acabam aqui: ainda na Alemanha protestante, a expressão coloquial para designar a frequência de bordéis era "agir como um bispo".
É claro que não precisamos viajar até a Alemanha para encontrar esse glorioso imaginário em que membros do clero (católico) se entregam à lascívia. De Chaucer a Boccaccio, passando pelos textos centrais do Iluminismo continental (a "Religiosa", de Diderot; o "Émile", de Rousseau; as múltiplas mediocridades de Sade), o padre não é simplesmente o pastor espiritual em missão evangélica.
O padre é o "fornicador" incansável, sempre disposto a atacar donzelas virgens ou mulheres casadas. Sem falar do resto: o lesbianismo das freiras, a sodomia entre monges e a tortura física por que passa o seminarista casto, que se fustiga com prazer masoquista para compensar uma dolorosa ausência de fêmea (ou de macho).
Sejam sinceros: quando existem escândalos sexuais na Igreja Católica, eles não são apenas escândalos sexuais pontuais e localizados. Esses escândalos, que existem em todo o lado (e em todas as denominações religiosas), bebem diretamente no patrimônio literário e anticatólico do Ocidente.
O caso é agravado pela arcana questão do celibato. No mundo moderno e hipersexualizado em que vivemos, o celibato não é visto como uma opção pessoal (e espiritual) legítima e respeitável. O celibato só pode ser tara; só pode ser um convite ao desvio; só pode ser pedofilia. Esses saltos lógicos são tão comuns que já nem horrorizam ninguém.
Ou horrorizam? Philip Jenkins é uma exceção e o seu "Pedophiles and Priests: Anatomy of a Contemporary Crisis" (Oxford, 214 págs.) é o mais exaustivo estudo sobre os escândalos sexuais que sacudiram a Igreja Católica nos Estados Unidos durante a década de 1990.
Jenkins não nega o óbvio: que existiram vários abusos; e, mais, que as autoridades eclesiásticas falharam na detecção ou denúncia dos mesmos.
Porém, Jenkins é rigoroso ao mostrar como os crimes foram amplificados de forma desproporcionada com o objetivo de cobrir toda a instituição com cores da infâmia.
Padres católicos cometem crimes sexuais? Fato. Mas esses crimes, explica Jenkins, existem em proporção idêntica nas outras denominações religiosas (e não celibatárias). A única diferença é que, sendo o número de padres católicos incomparavelmente superior ao número de pastores de outras igrejas; e estando os crimes de pedofilia disseminados pela população adulta, será inevitável que exista um maior número de casos entre o clérigo católico.
Como explicar, então, que as atenções mediáticas sejam constantemente voltadas para os suspeitos do costume?
Jenkins não é alheio à dimensão "literária" do anticatolicismo ocidental; muito menos à hipersexualização moderna, que vê na doutrina sexual da igreja um anacronismo e, em certos casos, uma ameaça.
Mas o autor vai mais longe e revela como a amplificação dos crimes é, muitas vezes, promovida por facções dissidentes dentro da própria Igreja Católica que esperam assim conseguir certas vitórias "culturais" (o fim do celibato, a ordenação de mulheres para o sacerdócio etc.) pela disseminação de uma imagem de corrupção endêmica. "A maior ameaça à sobrevivência da igreja desde a Reforma", escreve Jenkins, citando as incontáveis reportagens que repetiam essa bovinidade.
Isso significa que os crimes das últimas semanas na Europa podem ser desculpados ou justificados? Pelo contrário: esses crimes não têm desculpa nem justificação. E é de saudar que o papa Bento 16, em atitude inédita, tenha escrito uma carta plena de coragem e dignidade ao clérigo irlandês, condenando os abusadores, pedindo perdão às vítimas e esperando que a justiça faça o seu caminho.
Mas não é apenas a justiça que tem de fazer o seu caminho. O jornalismo preguiçoso também deveria trilhar o seu, separando a histeria anticatólica da verdade criminal.
Um contributo: para ficarmos no país de Ratzinger, existiram na Alemanha, desde 1995, 210 mil denúncias de abusos a menores. Dessas 210 mil, 300 lidaram com padres católicos. Ou seja, menos de 0,2%. Será isso a maior ameaça à sobrevivência da igreja desde a Reforma?

Fonte: Folha de São Paulo, 23.03.10

quinta-feira, 18 de março de 2010

São José - Esposo da Bem-aventurada Virgem Maria

stjoseph São escassos os textos bíblicos relativos a José, esposo de Maria e pai adotivo de Jesus.
É Mateus que põe particular atenção à figura do esposo de Maria e nos brinda com um belo retrato de José. De fato, o evangelista descreve como José, desde o primeiro instante, diante da inesperada gravidez de sua futura esposa, preferiu deixar a cena de uma história maior que ele, sem oprimir com sua presença aquela jovem mulher que ele amava profundamente e aquela misteriosa criança que ela esperava. “José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo” (Mt 1,19).
Sendo todavia, homem justo – porque disponível para cumprir alegremente e fielmente a vontade divina – logo depois, obediente à Palavra de Deus entrega a própria vida a um projeto que o supera, com a aceitação da ordem de tomar Maria consigo. Essa é a justiça de José, não apenas aquela que deriva da observância escrupulosa dos mandamentos, mas a justiça que é busca integral da vontade de Deus, acolhida com plena obediência.
Através desta obediência começa para José uma vida nova, com perspectivas inimagináveis, e com a descoberta de um sentido mais profundo do seu ser esposo e pai. Permanecerá assim junto a sua mulher qual esposo fiel, e àquela criança qual figura paterna positiva e responsável.
Destas reflexões emergem indicações importantes sobre o papel do esposo e pai cristão.
Já a Conferência de Aparecida manifesta também a preocupação eclesial com a figura do homem e pai de família no contexto atual: “o homem, pela sua especificidade, é chamado pelo Deus da vida a ocupar lugar original e necessário na construção da sociedade, na geração da cultura e na realização da história. Profundamente motivados pela bela realidade do amor que tem sua fonte em Jesus Cristo, o homem se sente fortemente convidado a formar uma família. Aí, na essencial disposição de reciprocidade e complementaridade, vivem e valorizam, para a plenitude de sua vida, a ativa e insubstituível riqueza da contribuição da mulher, que lhes permite reconhecer mais nitidamente sua própria identidade” (n.459).
Mas também reconhece que muitos homens “se mantém à margem da Igreja e do compromisso que nela são chamados a realizar. Desse modo, vão se afastando de Jesus Cristo, da vida plena que tanto desejam e procuram” (n.461).
Há de se concordar que nossa pastoral convencional se sente questionada diante desta realidade. Precisamos, de nossa parte, assumir o novo de Aparecida para ajudar esposos e pais a concretizarem a vocação para a qual são chamados.
Uma leitura orante dos passos de São José poderia ser enriquecedor neste sentido.
Pe. Onildo
(texto publicado no Jornal Maringá Missão)

quarta-feira, 17 de março de 2010

terça-feira, 9 de março de 2010

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia Internacional da Mulher

A todas vocês desejo parabéns! Que o Senhor ouça nossos pedidos por um mundo melhor para todas as mulheres. Que elas tenham sempre forças para acolherem com coragem os desafios e sejam recompensadas pelo nosso reconhecimento, nosso carinho, nosso respeito, nosso amor.ds_DSC00237

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

domingo, 17 de janeiro de 2010

Haiti, uma lição



O sofrimento, a dor humana, as tragédias sempre levantam muitas questões.
Por que? Eis a maior delas...
Diante da tragédia recente no Haiti tantas questões são levantadas. E uma delas sempre se repete: onde estava Deus? Onde está Deus? Por que Deus não fez nada? Por que Deus deixou acontecer?
É a manifestaçção de nossa angústia, de nossa revolta. O reconhecimento de quão frágil é a vida humana.
Jesus já lembrava: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, vigiaria para que sua casa não fosse saqueada. Portanto, vigiai e orai porque não sabeis o dia nem a hora.
Um alerta para que estejamos vigilantes na oração e na prática da justiça. Uma justiça que se colocada em prática poderia ter amenizado em muito as consequências do terremoto no Haiti.
Que não nos esqueçamos tão cedo de tudo isso...